sábado, 4 de março de 2017

Prefeito de Santa Brígida é denunciado por superfaturamento na aquisição de 90 mil lanches

Desde o dia 01 de fevereiro de 2017, o ex-vice-prefeito de Santa Brígida e bacharelando em Direito, Antônio França,  vem protocolando representações no Ministério Público do Estado da Bahia, denunciando supostas irregularidades em aquisições de refeições/quentinhas nos anos de 2013, 2014 e 2015 pela Prefeitura Municipal de Santa Brígida, sob a batuta do seu prefeito, Carlos Clériston Santana Gomes (PT), conhecido por “Gordo de Raimundo” configurando segundo as denúncias de “um esquema gritante de superfaturamento”.

Nessa semana, Antônio França entrou com mais uma denúncia no MP contra o prefeito Gordo. Segundo o denunciante, para seu “espanto e negativa surpresa, esses valores continuaram ascendendo no ano de 2016”.

França destaca dessa vez, na nova peça, os gastos exorbitantes com aquisição de “lanches”.

“As supostas despesas com lanches de R$ 78.724,92 (setenta e oito mil, setecentos e vinte e quatro reais e noventa e dois centavos), isto é, cerca de 30 mil lanches, em 2015, deram um salto descomunal para o valor assustador de R$ 331.624,00 (trezentos e trinta e um mil, seiscentos e vinte e quatro reais), ou seja, 90 mil lanches, tomando como referencia um valor unitário de R$ 3,68 – por lanche.”, afirma o ex-vice-prefeito que diz ainda ter “constatado que houve um movimento migratório de atos de corrupção dos supostos  consumos de quentinhas para os supostos consumos de lanches”.

Na mesma denúncia, Antônio França criticou a omissão e a falta de fiscalização de todos os vereadores de Santa Brígida, isso mesmo, TODOS. França não poupou nenhum dos atuais 11 parlamentares da cidade. Veja abaixo um trecho do texto extraído de sua representação ao MP:

“Em Santa Brígida não é diferente, apesar de ter 11 vereadores, nenhum fiscaliza os atos do Executivo local, priorizando suas ações em conivência com a sociedade local, no toma lá dá cá, preenchendo lacunas e hiatos deixados pela incompetência do Executivo, mantendo um assistencialismo exacerbado na perspectiva de um pressuposto de mantença de uma “republiqueta dos favores”, que virão devidamente quitados com o advento do voto de cabresto, perpetuando um ciclo vicioso que só corrobora essa falta de ética desenfreada por parte do poder público e da sociedade”. 

Veja a íntegra da representação AQUI.

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