quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Vereador questiona: 4 atrações da Copa Vela levarão juntas 585 mil do município com 40 mil desempregados

          
O prefeito Luiz Barbosa de Deus (PSD), há cerca de dois meses, anunciou que Paulo Afonso está em estado de emergência ocasionado pela seca prolongada. Como não vem tendo ações que se firmam pela coerência tinha-se no horizonte o inverno mais festivo dos últimos anos, com pancadas de chuvas diárias, fazendo o decreto que pede a dispensa de licitações peça de gozação e suspeita.

Passados alguns dias, eis que o secretário de Cultura e Esporte, Jânio Soares, que vem com muita maestria sepultando a ambos, no período injustificável de longos anos à frente da pasta, prega aos quatro cantos que dentre as atrações da Copa Vela 2017, confirma presença o cantor Wesley Safadão, pelo doloroso cachê de R$ 270 mil. Uma bagatela que sairá dos cofres públicos, e que somados a mais três atrações, valerão R$ 585 mil (veja AQUI).

Quando Luiz de Deus falou em calamidade, havemos de convir, não mentiu, errou apenas o alvo. Na sessão ordinária da Câmara Municipal desta segunda 28, o vereador Jean Roubert (PTB) disse que não poderia perder tempo com brigas inúteis, porque em Brasília, soube o dado preciso da ‘calamidade pauloafonsina’ 40 MIL DESEMPREGADOS!

Precisamente, com todos os algarismos: 40 mil. O companheiro Mário Galinho (SD), que tem se esforçado para entender como podem caminhar juntos tais descompassos: numa ponta um sem número de desempregados e calamidade e, na outra, uma festa milionária, tentará aprovar um convite para que Jânio Soares compareça à Câmara Municipal e dê a sua versão.

O momento é crítico e cabe não apenas aos parlamentares, mas a toda sociedade ver alternativas de recolocar parte dessa mão de obra parada no mercado, aliás, criar o mercado, explorando o que se tem, sabidamente o turismo, engessado nas mãos de Regivaldo Coriolano (Indústria, Comércio e Turismo) e na incapacidade de criar da gestão.

O que se gasta com uma festa que tem sido inócua quando se relativiza com os ganhos para a população, resumindo, é uma desonra. É uma ofensa aqueles que ao voltar para casa, depois de mais um dia de procura por emprego, não têm nada de novo e bom para dizer a família.

Nenhum comentário:

Postar um comentário